12 de Dezembro de 2013

O burro e a vaca do presépio de Belém. Se eu intitular um conto satírico de Natal com este título a presidência da república vai tentar processar-me? Se sim, será por causa do burro ou da vaca?

Eu sei, e sei. O Vaticano já veio dizer que não existiram nenhum burro ou vaca no nascimento de Jesus (não sei como chegaram a essa conclusão, não estavam lá para ver…enfim) mas sempre parti do princípio que era uma alegoria. O S. José tinha esquecido do cartão de crédito na outra fatiota e não tinham como pagar o hotel (sim, que o S. José não vivia de uma pensão conseguida à custa de uma dúzia de anos a fingir que trabalhava num banco central) e isso de parentes afastados que os podiam acolher é ‘chão que deu uvas’. Em certas alturas é cada um por si e o último que feche a porta. Além do mais as pessoas ainda não sabiam que se estava na época do Natal e deviam demonstrar mais compaixão e fraternidade (essas coisas esquisitas do humanismo) que durante o resto do ano. Desinformados que nem deviam saber mexer num PC. Até penso que, tendo em conta a importância do recém-nascido, devia estar um grupo de lagostas que poderiam cantar e bater castanholas com as pinças. Seriam depois cozidas vivas e dadas de repasto aos bispos que vinham adorar o menino. Sim porque quem é que acredita em reis magos? Só os totós.

 

publicado por carlos lopes às 18:49

 

 

http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-12-11/pacientes-com-cancer-de-laringe-que-tiraram-cordas-vocais-formam-coral.html

publicado por carlos lopes às 16:16

16 de Dezembro de 2010

"Vários homens e mulheres bem vestidos estão em cima

de caixotes para espreitarem para o outro lado.

Não vemos o que eles vêem. Estão em silêncio.

Uma mulher murmura, enquanto abana a cabeça: três estalos.

Estúpido - diz ainda, para si própria - está a bater nela.

Depois roda de novo a cabeça e, como todos os outros,

luta delicadamente pelo melhor posto de observação."

 

Gonçalo M. Tavares, Short Movies, JL

publicado por carlos lopes às 19:58

03 de Novembro de 2010

Perante a notícia no Expresso online Uma mulher a falar ao telemóvel em 1928

(link aqui: http://aeiou.expresso.pt/uma-mulher-a-falar-ao-telemovel-em-1928=f613041)

houve alguém, de nome Paulo Pedroso, que escreveu o saboroso comentário:

"Não! Apenas um lunático com tendências para ver o que quer ou o que lhe parece evidente, sem perceber que a ausência de uma explicação (por parte de algumas pessoas) não legitima nem justifica a conclusão que ele retira (de que se trata de uma pessoa a falar ao telemóvel).

Entretanto...

Não se esqueçam de analisar a Gioconda (Mona Lisa) de Da Vinci. Pode ser que descubram que ela lavava o cabelo com shampoo Palmolive.

E, se analisarem bem a Venus de Milo, chegarão à conclusão que a "modelo" perdeu os braços num acidente com uma retroescavadora.

Por outro lado, reparem bem nas estátuas de Antínoo. Vê-se claramente que Adriano só fazia amor com ele recorrendo a preservativos Durex... sinal de que, naqueles tempos, já o HIV fazia das suas.

Não se esqueçam de deitar uma olhada à "Noite Estrelada" de Van Gogh. Se não conseguirem ver o Air Force One a sobrevoar a paisagem é porque o piloto ligou o turbo e passou demasiado depressa.

http://www.youtube.com/wa...

Não desanime! Deve haver por aí uma obra de arte qualquer com revelações deste tipo. Olhe, aproveite e torne-se um visitante assíduo de museus. Pode ser que descubra um micro-ondas escondido numa arca de D. Afonso Henriques ou um revólver nas armas do Condestável.

PS: não deixe de prestar atenção às imagens do Parlamento... Pode ser que apareça um Primeiro-Ministro com um orçamento FUTURISTA."

publicado por carlos lopes às 14:51

28 de Outubro de 2010

Ontem. Foste doce na resposta ao meu sms a desejar-te um bom aniversário. Lembranças, antigas do teu rosto, doce rosto, teu cheiro. Lembranças. Como se o desejo não morre-se nem com tempo nem com distância. E a constatação que a palavra adoro-te fica maior e mais pesada com essa distância. Resta a fotografia, a cores, que a minha memória insiste recordar a preto e branco. E aqui só me resta a frase que minha não é mas que dela me aproprio como um ladrão que rouba um beijo: “apenas quero ser um cão que lambe as lágrimas de um rosto de uma mulher”. Essa mulher és tu, e eu apenas um homem na beira de um rio que observa a tua imagem reflectida na água corrente…e sonha.

publicado por carlos lopes às 11:14

27 de Julho de 2010

"At this time 1969- I served as a UN- soldier in Cyprus. On a patrol we stopped
to buy water in a small cafe. The jukebox
played this vonderful song zingara-when a young beautiful girl asked -do you wan`nt to dance? 2minutes I forgot my mission-and danced with her and then we left the village!! I´ll never forget Zingara - and not the greek lovley girl!!"

by stoobo48

 

publicado por carlos lopes às 19:31

20 de Julho de 2010

A mulher foi embora.

 

(Ela escrevera: «…pensei em Jimmy…as ideias saltavam, as imagens saltavam, parecia que tinha um terramoto dentro da cabeça, era incapaz de fixar com precisão ou com clareza uma recordação que fosse, mas quando finalmente consegui foi pior, vi-me a mim mesma a dizer a Jimmy, vi o meu sorriso, o rosto sério de Jimmy Crawford, o tropel das crianças, as suas costas, a ondulação repentina cujo remanso era o pátio, vi os meus lábios que avisavam aquele menino do seu esquecimento, vi a borracha, ou talvez fosse um lápis, vi com os olhos que agora tenho os olhos que naquele instante tinha e ouvi uma vez mais o meu chamamento, o timbre da minha voz, a educação extrema de uma menina de oito anos que chama por um menino de oito anos para o avisar que não se esqueça da sua borracha e que, no entanto, não pode fazê-lo chamando-o pelo seu nome, James, ou Crawford, tal como é usual na escola, e prefere, consciente ou inconscientemente, empregar o diminutivo Jimmy, que denota carinho, um carinho verbal, um carinho pessoal, pois só ela, nesse instante que é um mundo, o chama assim, e que de alguma maneira reveste com outras roupagens o carinho ou a atenção implícita no gesto de o avisar de um esquecimento, não te esqueças da tua borracha, ou do teu lápis e que, no fundo, não era mais do que a expressão, verbalmente pobre ou verbalmente rica, da felicidade.»)

 

Dos homens; um passa o tempo a ler, consecutivamente, os três romances de Archimboldi que trouxe para a viagem. O outro apaixonou-se por uma rapariga que vende tapetes índios. Mas ainda não sabe que está apaixonado, ou então apenas se apaixonou pela ideia de estar apaixonado ou pela idealização da rapariga.


PEDIMOS DESCULPA POR ESTA INTERRUPÇÃO

A MUNDO SEGUE DENTRO DE MOMENTOS


publicado por carlos lopes às 19:48

13 de Julho de 2010

Era uma vez uma mulher e dois homens.

Era uma vez um taxista londrino, de origem paquistanesa, brutalmente sovado por dois professores universitários especialistas em Benno von Archimboldi.

A mulher a ver a sova “parecia ter sentido um orgasmo múltiplo”.

Para onde me levas Bolaño? Para onde?

publicado por carlos lopes às 19:13

09 de Julho de 2010

Nos meus “vintages” o meu quarto era uma desarrumação consequente, com os LP’s arrumados por género e, dentro da música negra, arrumados por estilo e escola. Livros, dezenas e dezenas e dezenas, arrumados pelo sistema “onde a mão o deixar ele fica”. Cassetes áudio gravadas da rádio e outras experiências malucas de quem compra o primeiro gravador aos 18 e pensa não só que sabe mais que o “maralhal” das editoras como tem mais sentido estético.

E nas paredes? – Perguntais.

Pois…ah…ah…pois…ah…Nas paredes posters centrais da Playboy brasileira (o que levou a minha tia, que nos visitou no inverno, a dizer – olha que as raparigas ainda se constipam!)

Quanto ao meu quarto, ponham-lhe mais 30 anos em cima, acrescentem-lhe cassetes VHS, CD’s, DVD’s, coisas ligadas à informática e livros e livros e livros.

Mas falta explicar o porquê deste arrazoado todo. A Playboy portuguesa decidiu fazer uma homenagem a José Saramago e, ao que parece, a fotografia da capa (e não só, e não só) mexeu com certas consciências (o que me levam sempre a perguntar-me se sabem o significado da palavra consciência).

Portanto fica aqui a minha intenção de voltar a comprar a Playboy, pelo menos este número, e eis aqui a fotografia:

publicado por carlos lopes às 19:52

14 de Junho de 2010

As coisas estão más! Direis que isso não é novidade mas olhai...estão mesmo más.

Este mês, na região norte, não vai haver pagamento às farmácias.

Por outras palavras: o Serviço Nacional de Saúde está teso, sem cheta.

Como é que se chegou a isto? Bom, para além da crise a restruturação do SNS está a custar muito dinheiro. Vamos ser francos: o Correia de Campos fez asneira da grossa. A criação das Unidades de Saúde Familiares está a ser um sorvedouro de dinheiro. Há casos de médicos que devido à sua USF passar a ter uma classificação superior passam de 57 000 euros/ano para 93 000 euros/ano no vencimento. Agora multipliquem isto.

Como cantava a saudosa Ivone Silva:

Este país é um colosso

está tudo grosso!

 

 

publicado por carlos lopes às 19:42

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