03 de Março de 2009

Um destes anos tenho que assistir ao Correntes D’Escritas, encontro literário que ocorre todos os anos na Póvoa de Varzim com escritores de expressão ibérica. O problema é que ocorre em Fevereiro e esse mês é de sobrecarga de trabalho na contabilidade pública onde trabalho. Mas um ano hei-de conseguir ter tempo para lá estar a assistir.

 

O JL (Jornal de Letras Artes e Ideias) traz uma desenvolvida reportagem sobre o evento, onde se conta como “Héctor Abad Faciolince… recordou o emocionante ponto de partida do livro que acaba de publicar em Portugal, Somos o esquecimento que seremos. O escritor, perto dos 30 anos, recebeu a notícia da morte do pai, um activista dos direitos humanos da Colômbia. Há muito que temia tal desfecho, e foi em luto que o escritor se dirigiu, na companhia da mãe, à rua onde as forças paramilitares o tinham assassinado. Ainda se lembra do corpo quente e das duas pequenas folhas que encontro no bolso do seu casaco. A primeira tinha um alista de pessoas ameaçadas de morte, onde constava o nome do pai. A outra, um soneto que começava justamente assim:

 

«Já somos o esquecimento que seremos.

   A poeira elementar que nos ignora

   e que foi o ruivo Adão e que é agora

   todos os homens e que não veremos.»"

 

publicado por carlos lopes às 16:30

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