03 de Novembro de 2009

 

 

 

 

O sino da igreja deu um toque, era uma da manhã. A lua cheia iluminava as ruelas da vila, fugindo dela seguia junto aos muros e paredes do casario mas o silêncio da noite denunciava o som dos meus passos na calçada portuguesa. Amaldiçoei-me por ter trazido os sapatos de sola em vez dos de borracha. Atravessando meia vila cheguei ao meu destino. O cão, meio arraçado de Castro Laboreiro, ainda ladrou duas vezes mas sentindo o meu cheiro reconheceu-me e calou-se. Encostado ao muro e junto à portinhola que dava para o campo de milho, assobio baixinho; dois curtos e um longo.

Vem – disse a cabecinha loira que assomou.

O teu marido? - Perguntei.

Dorme – disse ela puxando-me por um braço

Vem meu poeta que a noite ainda está a começar.

 

publicado por carlos lopes às 19:17

mais sobre mim
pesquisar
 
Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
27
28

29
30


arquivos
2013:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2012:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2011:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2010:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2009:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2008:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2007:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


2006:

 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12


blogs SAPO